Analisei um golpe real de boleto alterado após invasão de e-mail empresarial
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Neste caso real, uma empresa teve o e-mail invadido e seus clientes passaram a receber boletos com o código de barras alterado.
Este artigo analisa um golpe que ocorreu com uma empresa prestadora de serviços — um cenário extremamente comum em provedores de internet e empresas de telecom. Após a invasão do e-mail corporativo, criminosos passaram a interceptar conversas com clientes e substituir boletos legítimos por versões adulteradas, redirecionando o pagamento para contas de laranjas.
Como o ataque começou
O ponto de entrada foi um e-mail de phishing que simulava uma notificação de “falha de sincronização” do Microsoft 365. Um colaborador inseriu suas credenciais na página falsa.
O que o criminoso fez após o acesso
- Criou regra de encaminhamento oculto
- Monitorou e-mails com a palavra “boleto”
- Baixou faturas enviadas
- Alterou o código de barras
- Reenviou ao cliente como se fosse a empresa
Consequências
Clientes pagaram boletos falsos acreditando que estavam quitando suas faturas.
O e-mail partiu do domínio legítimo da empresa — isso aumentou a confiança da vítima.
Primeiras 24h
- Bloquear conta comprometida
- Remover regras de e-mail
- Trocar senhas
- Notificar clientes
Plano de 7 dias
- Auditoria de logins
- Ativar MFA
- Treinar equipe
- Implementar SPF/DKIM/DMARC
Prevenção
- Autenticação multifator
- Monitoramento de regras
- Alertas de login
- Educação do usuário
Checklist
- MFA ativo
- Regras auditadas
- Logs revisados
- SPF configurado
Perguntas Frequentes
O cliente tem culpa?
Não necessariamente.
O domínio estava correto?
Sim.
É comum?
Muito.
Como evitar?
MFA.
Antivírus ajuda?
Não diretamente.
Treinamento resolve?
Ajuda.